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CENA distribuiu comunicado no concerto da Metropolitana
há 542 semanas

Pela viabilização da OML e da AMEC

O CENA tem denunciado a situação absolutamente calamitosa em que se encontram as contas da Associação Música, Educação, Cultura (AMEC), que tutela a Orquestra Metropolitana de Lisboa.
A AMEC depara-se atualmente com o seguinte cenário: dívidas à DGCI, Segurança Social, e a trabalhadores despedidos ilegalmente, redução progressiva de receitas próprias, incapacidade das direções de angariarem patrocínio privado. Em suma, uma sucessão de más escolhas políticas que só permitem concluir da total incompetência da gestão da AMEC.

A AMEC é uma instituição com mais de 20 Anos e que tutela um Conservatório, uma Escola Profissional e uma Escola Superior de Música, num total de 450 alunos.Tem obtido as melhores classificações no ranking nacional, tem formado os melhores solistas de música clássica do país e é o garante de um ensino artístico de qualidade que agora está seriamente ameaçado.

O projecto integrado da METROPOLITANA - 1 Orquestra e 3 Escolas de Música - é na sua génese um conceito único a nível internacional e um exemplo de optimização, partilha de meios e recursos, que não seria possível separando as suas vertentes de ensino e artístico-performativas.

A METROPOLITANA tem sido descapitalizada, nomeadamente com a saída em 2007 do Ministério da Ciência e do Ensino Superior e de diversos Patrocinadores Privados (Bancos, Casino Estoril, EDP, OPWAY, MEO, etc), a passagem de 18 Câmaras Municipais da área Metropolitana para apenas 3 Câmaras associadas e actualmente um corte significativo das dotações de alguns Fundadores e a saída do Ministério do Trabalho.

A situação é grave e, finalmente, a atual direção parece ter acordado para este facto. A proposta de viabilização financeira da AMEC não responsabiliza quem conduziu a associação a este ponto mas, uma vez mais, penaliza os 160 trabalhadores da AMEC. Na proposta feita à Comissão de Trabalhadores dos músicos da OML, e que quer estender a todos os trabalhadores da AMEC, prevê-se um corte na ordem dos 20% dos salários destes trabalhadores. No seu conjunto, músicos, professores e funcionários contibuiriam, nos próximos 2 anos, com 1 milhão de euros anualmente.

É imoral cortar salários dos trabalhadores para tapar os buracos e pagar dívidas contraídas pela permanente incompetência de equipas nomeadas pelo governo.Os trabalhadores estão entretanto a ser alvo de intensas pressões, têm sido chantageados a assinar um contrato de redução salarial sob ameaça de represálias, despedimento sumário, supressão do posto de trabalho, layoff e redução de horário.

É imprescindível que o Governo se empenhe na preservação da METROPOLITANA, que respeite a dedicação e os esforços dos seus trabalhadores e que reconheça os seus legítimos direitos e expectativas.